quinta-feira, 23 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Pequenas constatações
É domingo. São 15h47. Está sol e muito calor. Estou no Algarve. Muitas das pessoas normais estão na praia. Eu estou em casa. Com febre. A delirar, já.
Conversas
Enquanto conversava com um amigo do meu irmão (que fez ontem 30 anos, tão lindo!!), disse-lhe que estou desempregada, e que acho que foi a melhor decisão porque não estava bem e precisava de mudar. Então, ele perguntou-me: mas o que é que tu queres mesmo fazer? E eu... err, quero dar aulas (mas nem disto tenho a certeza). E ele insistiu: mas onde é que querias mesmo trabalhar? Imagina que eu tinha uma varinha de condão e podia dar-te o emprego dos teus sonhos. O que é que querias? E a verdade é que eu nunca tinha pensado nisto desta forma. O emprego perfeito, mas que seja possível de alcançar. Não me contentar em enviar CV's e responder aos anúncios de emprego, mas focar-me no que eu gostaria realmente de fazer e tentar tudo para chegar lá.
Conclusão: nem eu sei o que é que quero fazer nem onde é que quero estar. O que é muito bom (or not..)
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Eu e o MEC
Está na moda. Toda a gente fala nele, e não é de agora. Hoje fui à praia e aproveitei para fazer uma coisa que já não fazia há muito tempo. Ler um livrinho. O Cemitério das Raparigas é fácil de ler. N'O Cemitério, o senhor Miguel diz muitas coisas que todos pensamos, mas que não dizemos. E dito por ele até parece que faz mais sentido. Ou então não, e sou só eu que já lia um livro há um ano.Seja como for, o que interessa é que me soube muito bem e ainda fiquei com uma corzinha! Gostei muito de o conhecer, amigo MEC. E agradeço a companhia que me fez ao longo desta tarde.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Lá se foi mais um...
Foi graças a ele que nasceu um novo estilo de música. Foi inovador, excêntrico, um génio! Um senhor da música, sem dúvida. Como não há génio que não tenha pancadas, este não fugiu à regra mas, como depois da morte se tornam todos boas pessoas, vamos lá esquecer os escândalos em que esteve envolvido (que também não nos interessam nada) e relembrá-lo apenas pelo seu trabalho. E eu lembro-me de o ver e ouvir, no Verão, com os meus primos da França, que me davam a conhecer as modernices todas da música: o senhor Michael, a dona Kylie, Prodigy. E o que eu vibrava com aqueles discos. Depois jogávamos ao Monopoly, que também era muito giro.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
O que há em mim é sobretudo cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos
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