
Nos últimos 4 anos não faltei à maluquice dos santos populares. Este ano quebrei a tradição e estou triste. Triste porque não fui porque não me apeteceu, mas porque não estou por esses lados.
Ora, não estando na Avenida da Liberdade neste preciso momento, apetece-me reflectir sobre o que me costuma acontecer nessa bela noite. Vejamos:
- Nunca chego a horas de ver as
marchas, nem é esse o meu objectivo.
- Faço mais
quilómetros a pé nessa noite do que durante dois meses.
- Combino encontrar-me com algumas
pessoas e acabamos sempre por nos desencontrarmos, é verdade.
- Não consigo manter a
distância de um palmo das pessoas que estão à minha frente,
à minha trás e dos lados.
- Não aprecio a bela da
ginja como deve ser porque sou empurrada constantemente.
- Os
babes passam de relance!
- Apanho sempre uma
seca de morte, ou à espera de alguém que foi comprar bebida, ou que foi à casa-de-banho, ou que encontrou amigos e ficou a conversar, ...
- Nunca chego ao
castelo (thank god!)
- Compro
álcool em detrimento do cheiroso manjerico.
- Deito uma moedinha ao
Santo António, mas tenho que começar a deixar notas porque já vi que isto não vai lá com moedinhas.
Mas...apesar disto tudo...
Esta é, sem dúvida, uma noite muito especial. Os bairros decorados, o espírito que se vive, o cheirinho da sardinha, a música tradicional portuguesa (vulgo, pimba lolol)... Tudo isto dá um brilho único à cidade de Lisboa.
Em 2008 lá estarei! I hope...